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Abrir empresa competitiva para enfrentar o Black Label é possível, basta saber como

Uma das partes tristes em ter um negócio é ser fisgado por uma oportunidade e, depois, descobrir que aquela decisão foi o primeiro passo para o fim da sua empresa, que mal está nascendo. Ainda piora mais se sua intenção for abrir empresa. Foi assim que descobri o Black Label. Não foi bebendo o famoso whisky, mas por causa de uma análise superficial que um amigo fez.

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7 erros que devem ser evitados ao trazer um sócio para sua empresa

Não é fácil ter um sócio, mas trazer um novo sócio para a empresa tem que ser planejado com calma e muita análise. Depois disso, os erros mais comuns são listados para você pensar e praticar na sua empresa, se for realmente chamar mais alguém para compartilhar as alegrias e tristezas, saúde e doença (da empresa, lógico), até que o distrato os separe.

Erro 1 – Buscar um sócio que complemente suas habilidades

Já vi muitos textos em blogs de pessoas muito conceituadas dizendo que devemos buscar pessoas que complementem nossas habilidades. Talvez esse seja, de todos, o erro mais comum. Na verdade,ao fazer isso pode-se estar criando uma situação muito complicada, porque você não é a empresa. A empresa é quem tem que ter necessidades satisfeitas e a busca por um sócio deve ter como objetivo justamente essas competências que você não tem como fornecer para a empresa, não para você. Se você está buscando alguém para complementar suas habilidades, procura um cônjuge para tentar isso, mas não faça isso com sua empresa. A ideia correta é, antes de começar a procurar um sócio, tentar esgotar a necessidade da empresa com um empregado – quem sabe ele não será o seu sócio ideal para essa função? Se a necessidade é dinheiro, a opção por qualquer um que aceite investir é a pior de todas quando não é um sócio-investidor que assuma esse papel: investir e não fazer parte da empresa em mais nada. O investidor novato tende a querer participar e, até mesmo, dar ordens dentro da empresa que ele considera que seja inteira de sua propriedade e, quem sabe, você seja um empregado do dinheiro dele.

Erro 2 – Pessoa de comportamento social maravilhoso

Tive muitos amigos e conhecidos que fizeram sociedade a partir de uma tarde de piscina ou noite de balada, a partir de uma simpatia mágica que aconteceu naquele dia fatal. Isso parece coisa do tipo que acontece em um sexo casual – conheceu, simpatizou, acabaram dormindo juntos, e até ficaram sócios. Ou, beberam um pouco mais, descobriram que torcem pelo mesmo clube de esportes, jogam os mesmos jogos, e acabaram ficando sócios. Cadê o planejamento anterior sobre o que a empresa precisa? Esse tipo de sociedade, iniciada de um momento de relaxamento e diversão, quem sabe com um pouco mais de álcool, tende a terminar exatamente do jeito oposto ao como começou: em briga. O problema é que decidir isso dessa forma não vai funcionar mesmo. Se fosse assim tão correto, teríamos muito mais estórias de amor que começaram em uma balada do que de outras formas, não é?

Erro 3 – Confiança sem limites

A confiança em um sócio é o mesmo que dar a chave da sua casa para viajar por duas semanas, pedindo a ele que cuide da sua casa nesse período, lógico que sua esposa vão ficar em casa, mas você confia cegamente neles. Se for sua filha adolescente (e cheia de juízo), também pede que ele cuide dela durante sua viagem. Isso é confiança: pense sempre assim: amigo é aquele que você confia a chave da sua casa, com sua esposa ou filha, durante uma ausência. Você entrega sua empresa para uma pessoa que você tem certeza que a confiança não chega a tanto?

Erro 4 – Respeito

O problema do respeito mútuo, principalmente quando o respeito é alto, é o fato de que por causa disso, os problemas são deixados para serem resolvidos do jeito que o outro acha bom, independente de concordar ou não, já que o respeito é mais forte do que qualquer coisa. Então, a opinião do outro sempre será respeitada, sem discussão. E, o problema é exatamente esse: sem discussão. Tem que haver respeito, mas até o limite do que é razoável para que as crises sejam conversadas em uma discussão construtiva. Se não é possível imaginar esse nível de respeito de forma a ser respeitado também, e com liberdade de romper o respeito para discordar, não é um sociedade, é um problema sem fim.

Erro 5 – Tempo ou dinheiro, disponível

Entenda que se um sócio vai entrar para dar seu tempo, isso não é grátis. Da mesma forma, se deu o dinheiro, também não é grátis. Tanto um ou outro recurso que vem com o sócio têm um custo e são limitados. Quantas vezes vemos sócios que não comparecem na empresa? Eles deram um pouco do dinheiro ou tempo e entendem que já fizeram muito, enquanto que você dá tudo isso e mais um pouco porque sabe que a empresa precisa sempre mais, e ele veio para compartilhar a solução dessa demanda crescente de tempo e dinheiro. Sócio que entra sem ter o mesmo empenho, mesmo que isso tenha sido combinado, sempre irá passar por uma crise ou provocar essa crise em você.

Erro 6 – Faz tudo

Na melhor do que um sócio que faz tudo para você sentir-se acuado por tanta participação em tudo, ao mesmo tempo que ele começa a exigir de você mais do que ele mesmo está fazendo. Ele vestiu a camisa mais do que você e isso gera crises. Mas, a pior crise de todas é não ter definido antes qual é o limite de atuação de cada um e a razão a existência dessa divisão de tarefas. Isso acontece quanto você não planeja, antes, a entrada e função desse novo sócio.

Erro 7 – Maturidade igual a você

Se você não é imaturo, já está mostrando que não se conhece o suficiente. Maturidade é algo que quando não se tem, declaramos abertamente que já temos o suficiente. E, quando se tem maturidade, assumimos que ela não é suficiente para tudo. Então, se a sua busca por um sócio incluiu avaliar a maturidade, não use como métrica a sua própria maturidade, procure alguém que seja mais maduro profissional e pessoalmente que você a ponto de você estar aberto para ouvir críticas e avaliar, sem sentir seu ego ferido. Mas, procurar alguém imaturo como você (sabe, mas nega), é realmente pedir para tudo dar errado.

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Abra sua loja virtual agora

Não importa se é um serviço ou um produto, se é para atendimento em uma loja, na casa do cliente ou para enviar para entrega. É necessário ter uma loja em muitos negócios. E, nada melhor do que ter a sua loja virtual funcionando já. Esse texto compara dois serviços, um muito famoso e muito usado e outro novo e que parece ser mais adequado para quem quer começar a usar rápido.

Antes de explicar como abrir sua loja virtual você deve prestar atenção em um único pré-requisito: você sabe fazer edição de sites? Se sabe, não perca tempo lendo esse artigo, faça você mesmo usando o que sabe ou use o WIX para ter uma loja funcionando em até uma semana, só que sem a conexão com whatsapp. Mas, se você quer conexão para usar o whatsapp e não sabe muito (ou nada, como eu) sobre como fazer edição de sites, o melhor mesmo é ler um pouco mais para entender porque eu tenho site no WIX, mas minha loja vai ser no Offapp.net.

Fiz uma simulação, que vai tornar-se uma loja de verdade para ver qual dos dois sistemas faz o seguinte:

  • Não quero gastar nada por mês para ter um serviço para vender meus selos de coleção
  • Quero ter minha loja virtual funcionando sem que eu perca meu tempo programando
  • Quero ter minha loja virtual funcionando hoje
  • Não quero complicação

Fica fácil quando a gente faz o que quer explicar, né? Muito bem: entrei no site do offapp.net e em 35 minutos estava com a loja no ar, já testada. Eles prometeram que em 5 minutos eu ia estar com ela funcionando. Mas, eu não achava que ia ser tão rápido e nem estava com nenhuma foto do produto (um selo de coleção qualquer), então vou dar um desconto para eles porque acho que eu perdi mesmo muito tempo ao me arrumar para por o primeiro produto. Nesse tempo de 35 minutos, cheguei até a fazer um teste e ele funcionou: consegui fazer meu pedido (usando whatsapp), e recebi o pedido (pelo whatsapp). Vi que para ter minha loja funcionando de verdade, eu não tenho que pagar. Detalhe importante: dá para montar toda a sua loja no seu celular, incluir e excluir produtos e serviços pelo celular. E, depois que estiver funcionando, dá pra receber os pedidos pelo whatsapp. Veja o vídeo de apresentação deles. Amei.

Com 15 minutos no wix, eu estava com a loja pronta para testar, mas eu teria que gastar mais um tempão para fazer as páginas, e desisti justamente porque não entendi como fazer isso. Não consegui achar onde cadastrar meus produtos, não achei onde ficou o endereço da loja, enfim vi que ia percorrer um caminho meio longo para por no ar. Por experiência anterior de ter montado meu site na WIX, já percebi que, mesmo já sendo usuário dele e justamente por saber o trabalho que dá, eu desisti. Para poder incorporar uma forma de pagamento, tem que pagar e não entendi o que mais eu ia ter que pagar depois disso. Tentei fazer o processo usando o celular – é impossível, precisa fazer toda a configuração da loja pelo computador. Odiei.

Minha conclusão é que se você sabe programar site, tem tempo para isso e não vai usar o whatsapp, o WIX pode ser, realmente, melhor. Mas, se você não quer perder tempo (mesmo sabendo programar) e vender direto pelo whatsapp é um pré-requisito, o offapp.net é imbatível.

Preciso ter um site para ter loja?

Antes de explicar, já respondo que não preciso ter um site para ter uma loja virtual. Até aqui vi na prática o que eu quero e preciso para ter uma loja virtual. Mas, uma outra questão é sobre ter ou não um site. Isso depende muito do seu tipo de negócio.Independente de qualquer coisa, a pergunta é: para que eu preciso de um site? Vamos ver melhor essa situação, porque ter um site significa ter um gasto a mais:

  • O site serve para você marcar presença na internet como uma loja física para ser achado
  • O site pode servir para você mostrar seu serviço depois de pronto ou como ele é feito para quem procura saber mais (cá entre nós, um blog seria melhor)
  • Ter o site significa que qualquer um pode tornar-se seu cliente se estiver procurando pela internet, mas isso também pode acontecer se você tiver uma loja virtual e um blog, aliás o blog é mais importante do que o site hoje em dia – quem fica vendo site de empresa?
  • Com ou sem site, o blog é essencial.

Mas, então porque as empresas que vendem serviços de internet insistem tanto para que você tenha um site? Francamente, não sei – acho que é porque é o produto delas, né?

Blog – o que é isso?

Pensa bem em quem é seu público, vimos em outro post aqui do passo a passo da Newis.Cool (se você ainda não usa, clique aqui para saber mais), que o melhor marketing hoje é você contar sobre o seu produto e o que você entrega para o seu cliente (serviço ou produto).

O blog é um lugar na internet onde você entrega conteúdo de valor. Vamos supor que você faça serviço de manicure ou de cozinheira diarista ou venda um produto de alta tecnologia. Nos três casos, tudo o que você oferece pode estar exposto em textos que ajudam a pessoa antes de ela efetivamente fazer contato com você. No caso dos dois primeiros serviços, você pode ter um blog para postar sobre como cuidar das unhas, como dividir os pratos congelados para consumir em duas vezes – são conteúdos de valor e que divulgam suas boas intenções – o blog ajuda a mostrar o quanto você é bom no que faz. Mas, no caso do produto de alta tecnologia, o blog mostra para o cliente os contextos em que seu produto é aplicável em textos que ajudam o cliente no mesmo contexto e sugerem a existência da sua solução. Uma página de internet, nesse caso, é um catálogo de descrição do produto (especificação), mas nada impede que isso esteja dentro de um post do blog que pode ser atualizado e, pela sua natureza de blog (aviso aos inscritos) poderá comunicar sobre as novas implementações.

Ah, mas a empresa de alta tecnologia precisa de presença institucional – sim, mas nesse caso, a necessidade do blog não é vender, ele é necessário para ter a presença na internet como uma empresa, por isso se chama “presença institucional”.

Nesse caso, a necessidade é diferente da outra que é ter uma loja no ar imediatamente, então não estamos mais falando sobre abrir a loja virtual, né?

Em outro post, mais adiante no passo a passo da Newis.Cool, tratamos da tarefa de montar o seu blog. Por enquanto, registre no sistema o link da sua loja virtual. Iremos fazer um teste nela sem que você saiba se somos um cliente ou alguém avaliando sua evolução como empreendedor.

Diferença entre empresário e empreendedor – o que você quer ser?

A definição da diferença entre empresário e empreendedor é a proporção de competências para administrar uma empresa comparada com as de ser um criador de empresas.

O empreendedor cria negócios e o empresário administra negócios, o primeiro pode até administrar o negócio que criou, mas prefere criar um novo assim que puder; o empresário pode até inovar na sua empresa, mas não tem a intenção premeditada de criar um novo negócio.

O empresário possui a empresa, ele é o dono dela e faz a sua vida profissional para que ela continue gerando riqueza. O empreendedor não precisa ter a empresa, ainda, mas ele tem a capacidade de criar negócios que vão gerar riqueza. O risco é um fator importante aí justamente porque na empresa o risco é menor, já que a empresa já está funcionando.

Empreendedor cria, empresário administra

Então, um empreendedor pode criar uma empresa e ser empresário, mas isso não muda a sua atitude criativa e competência para criar novas empresas. Normalmente, o empreendedor não fica muito tempo com a mesma empresa, ele não nasceu para ser empresário, mas é muito bom em criar novos negócios. Neste ponto de vista, o risco que o empreendedor analisa e deve conhecer é o de que a sua criação pode não dar certo, ou seja, ele pode criar uma empresa que pode dar prejuízo e, até mesmo, perder tudo o que investiu. Por outro lado, o empresário precisa da empresa existir para ter como atuar na sua profissão de ser um administrador dela. Sua maior competência é administrar e, não necessariamente ele é um empreendedor, justamente porque nem sempre ele é bom em criar novos negócios.

quem diga que o empreendedor não é objetivo e não usa meios concretos para criar e desenvolver sua ideia, mesmo entre os administradores. Quando isso acontece, significa que é um empreendedor intuitivo, e na visão geral do meio de outros empreendedores é um criador de negócios de alto risco. Os empreendedores realmente conscientes são aqueles que sabem usar instrumentos para medir exatamente qual é o tamanho do risco que vão correr. Isso tem sentido, principalmente, nas startups em que o empreendedor irá pedir investimentos na sua ideia de negócio. Nesta situação, se ele não provar, com análises e relatórios, o risco do seu negócio, não irá conseguir investidores para financiar a nova empresa. É bom compreender que é normal que os empreendedores captem recursos (dinheiro) de investidores para fazer novas empresas.

Por outro lado, também, há quem diga que os empreendedores são

topetudos, apressados, péssimos ouvintes, emocionalmente instáveis e ainda conservam um nível de autoconfiança que às vezes beira a arrogância (MOREIRA,2014)

isso é uma afirmação completamente sem fundamento. Na verdade, os administradores costumam ter o preconceito com os empreendedores porque eles não aceitam palpites, especialmente de quem é um administrador. Afinal, basta olhar o currículo dos cursos de administração que é fácil perceber que ele é voltado para administrar uma empresa e, quando existem, são poucas as disciplinas que contenham algo sobre empreendedorismo.

Mas, isso é fácil de entender. A administração foi considerada uma ciência, pouco mais de 100 anos atrás, por Taylor (1911), que olhava os empregados como peças em uma linha de produção e administrar significava medir os tempos e os métodos que os empregados trabalhavam e objetivava aumentar a produção. O empreendedorismo teve seu primeiro curso de treinamento nos anos 1600, comprovado pela apostila desse curso que já tinha a ideia de explorar oportunidades de negócio. Ou seja, se a administração se julga melhor que o empreendedorismo, não existiriam empresas se não fosse justamente os empreendedores – que não usam técnicas de administração simplesmente porque ainda não têm empresa para isso.

Assim, você quer ser o quê? Se sua meta é ser empresário, não precisa ser administrador – basta ser apenas empreendedor. Mas, se quer ser empreendedor precisa aprender a fazer isso sabendo avaliar cada passo, medindo o risco e sabendo exatamente como criar um negócio de sucesso, sem pressa, ouvindo, testando, e com alto nível de confiança no que está fazendo.

Anote no sistema Newis.Cool a sua decisão (se ainda não está usando o passo a passo, veja esse vídeo para saber mais).

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Citações:

MOREIRA W. Diferenças entre empreendedor e empresário Se um cria negócios o outro é responsável por perpetuá-los, disponível em https://administradores.com.br/artigos/diferencas-entre-empreendedor-e-empresario#:~:text=Empreendedor%20%C3%A9%20quem%20identifica%20oportunidades,essa%20mesma%20empresa%20ou%20neg%C3%B3cio., acessado em 1 de agosto de 2020, 2014

TAYLOR F. W. Princípios de Administração Científica, 1911

9 motivos para separar família do negócio

Será que existe uma diferença entre seu desempenho como empregado e como empresário? Quais são os motivos para separar a família do seu negócio?

1) A empresa vira cozinha

Os outros empregados e clientes ficarão desconfortáveis de ver a forma como outros são tratados de forma tão íntima. O clima da sua empresa irá se transformar no ambiente de uma cozinha onde os familiares conversam descontraidamente e sem muitas limitações. Isso destrói o clima profissional esperado em uma empresa. Prejudica a produtividade e desempenho ou pode espantar os clientes. Enfim, o ambiente da empresa sempre incluirá tempo, muito tempo, com assuntos familiares a serem resolvidos em detrimento do trabalho em si.

2) Onde se ganha o pão, não se come a carne

Ao trazer para a família ou para a vida pessoal um empregado, o empresário está indo contra esse ditado da sabedoria popular. Veja que situação um cliente de consultoria se meteu: casou-se com uma empregada na sua empresa, mas não sabia que ela tinha uma combinação interna que desviava dinheiro da empresa – imagina a sua situação quando teve certeza disso tempos depois. Em outro caso, começou um relacionamento com o sócio e quando rompeu o relacionamento, a empresa entrou em crise de comando.

3) Onde se come o pão, não se fala de dinheiro

Meu avô, todo o tempo que convivemos, nunca permitia qualquer assunto que se relacionasse com o trabalho na mesa de refeições. É um momento sagrado tanto como deveria ser o quarto, nele não entram eletrônicos que tragam más notícias, como fosse um santuário para o descanso. Isso cria uma barreira entre a empresa e a família, não renuncie a isso.

Concluindo, o melhor é não misturar família e negócio, ou entender que qualquer crise em um deles irá ser problema nos dois. Se tiver que escolher, lembre-se que um bom empreendedor pode começar um novo negócio, mas um excelente ser humano pode sofrer muito até achar um novo amor. Enfim, entre família e melhores amigos ou a empresa, a lição de vida que realmente vale me diz que os primeiros são o que realmente importa. Mas, se o negócio veio antes que a família, pese muito sobre essa situação – a família deve ser repensada em conjunto para explicar que o empresário entrou na família na condição de empreendedor e sua empresa não pode ser afetada pela nova condição.

4) Risco do negócio

É inadmissível um empreendedor que não conheça profundamente o risco do seu negócio. E, no caso de um casal que está no mesmo negócio, ou até mesmo no mesmo emprego, o fim da empresa significa uma verdadeira tragédia financeira. Ambos, provedores da família, estarão com um problema que vai além da empresa e além da família. É um excelente motivo para não concentrar o sustento em uma só fonte.

5) Os sentimentos vêm junto com os empregados

Não há como separar as diferenças de opinião, sentimentos de relações antigas mal resolvidas e preferências entre os familiares e as necessidades da empresa do ponto de vista das tarefas a serem executadas. Os sentimentos irão influenciar a eficiência dos empregados familiares.

6) Intrigas e leniência

Dificilmente seu gerente irá falar sobre o desempenho ruim do empregado porque é seu parente. Sempre existirá a impressão de que você está protegendo ou irá proteger seu parente – isso é parte do nepotismo. A comunicação interna ficará comprometida e não tenha dúvidas que os empregados conversam entre si sobre o desempenho dos “da família”, só você não sabe.

Os fatos negativos da família como brigas e problemas individuais serão levados para a empresa e seus empregados não familiares irão ficar sabendo muito sobre sua vida pessoal e seus pontos fracos. Por outro lado, os problemas da empresa serão alvo de comentários por toda a família. Imagine ouvir de sua tia que a empresa teve queda de vendas em uma festa familiar qualquer – você deu o motivo perfeito para a sogra ter mais algo contra você.

Palpites inocentes

Uma das questões que sempre noto, quando vi familiares na empresa é que estes costumam dar palpites inocentes para o empresário. Se dão esse direito por serem familiares querendo o melhor para a empresa, mas não são os verdadeiros empreendedores que vêm o risco do negócio e o custo das sugestões. O problema é que esses palpites são realmente palpites. Não têm, normalmente, nenhum fundamento ou são baseados em uma visão superficial e sem a vivência que tem o empresário.

7) O familiar é extensão do empresário

Os clientes e outros que se relacionam com o negócio verão, sem dúvida, que o seu familiar é parte da alta cúpula do negócio. Então se fizerem algo errado, não será o empregado familiar que fez, mas a empresa que fez o ato, validada pelo empresário. Assim, o familiar vira uma extensão do empresário.

8) Tempo para pensar

Muitas vezes vi empresários pedindo um tempo para pensar, tanto em casa quanto no trabalho. Na verdade, o empreendedor precisa dos seus momentos de ficar sozinho. É fato que são nesses momentos de não fazer nada (dolce far niente, como dizem os italianos) que a criatividade tem maior potencial benéfico para os empreendedores. Esse tempo sozinho colabora para a inteligência emocional, aumenta a autoestima e avalie melhor as pessoas. Se o seu familiar está o tempo todo com você, isso irá se tornar mais raro na sua vida.

9) Apoio emocional

Com quem o empresário irá desabafar sobre suas angústias e ansiedades. Se isso é feito com o cônjuge, é maravilhoso. Mas, se a relação com a esposa não for tão boa assim e ela for um dos motivos das angústias e ansiedades, o que acontece? Pode ser mais angustiante ainda e, invariavelmente, o empresário acaba por buscar o que não encontra em casa noutro lugar.

A NewisCool oferece uma plataforma de empreendedorismo que é um LMS específico para uso como ACC para aplicação em todos os cursos superiores. Ao longo dos semestres do curso, o aluno aprende empreendedorismo criando para si mesmo a empresa que será seu emprego ou sua renda extra. Se ele não tem a aptidão ou vontade de abrir seu próprio negócio (convenhamos que são poucos) irá aprender a criar inovações para aumentar sua empregabilidade em empresas que irão contratá-lo justamente por ser inovador e um profissional diferenciado.

Assim, crises econômicas na indústria da Educação, podem se resolver da mesma forma que outras indústrias: usando estratégias competitivas adequadas para mercados altamente competitivos.

16 itens para você avaliar seu ponto comercial

Quais são as características de um ponto comercial que devem ser consideradas para avaliar seu ponto atual ou um novo ponto para uma mudança de endereço? A questão é simples se lembrarmos que o lugar deve ser voltado para facilitar o cliente chegar ao seu negócio. Simples assim, e para isso precisamos ver cada característica – some os pontos para ter uma nota final

  1. A região é segura? Não há dúvida que se o bairro ou se os quarteirões próximos ao seu ponto forem pouco seguros, no sentido de uma pessoa não se sentir ameaçada ou em perigo, seu negócio terá um ponto positivo. Mas, se essa condição não estiver satisfeita, seu ponto comercial perde 30 pontos. Ganhar pontos significa qualidade para seu negócio e perder pontos implica que parte do seu público alvo não irá ao seu ponto comercial.
  2. Chegar ao local é fácil? Pense em como seu cliente chega ao seu negócio. Se for de carro, o trânsito flui de forma normal para a cidade ou apresenta congestionamentos constantes? Se for de transporte público, há uma parada a poucos metros, digamos menos de 100 passos? Se sim, ganhou mais 10 pontos, senão não ganha nada.
  3. Tem estacionamento suficiente para a demanda do seu negócio? Compreenda que assim como você, os seus clientes também têm a necessidade de estacionar. Se seu ponto comercial não tem estacionamento próprio, você precisará contratar um estacionamento para receber seus clientes (chamamos isso de convênio) ou então ter a rua sempre com muitas vagas livres. Se sim, ganhou 10 pontos.
  4. Acesso fácil para os colaboradores? Talvez você pense em ter um ponto comercial que seja de fácil acesso aos colaboradores da sua empresa (empregados, fornecedores, etc). Mas, lembre-se que sem os clientes, os colaboradores não irão receber a remuneração pelos seus serviços. Então, considere que a locomoção deles é um custo e reduzir esse custo implica em contratar quem more mais perto. Facilitar a vida dos colaboradores pode resultar em um ponto comercial menos interessante. No caso de uma empresa que demande grande quantidade de pessoas trabalhando, talvez seja o caso de considerar esse aspecto – mas isso não é uma regra. Por que muitas vezes eu mesmo deixei de ir a restaurantes que gosto? Foi exatamente porque não me sinto seguro no bairro onde eles estão. Nesse tópico não há ganho de pontuação.
  5. Acesso para pessoas com deficiência, crianças e idosos é fácil? Isso não pode ser esquecido. Mesmo que seu cliente mais comum não esteja nesse grupo, ele sempre poderá vir com seu filho ou amigo e não irá até seu ponto. Além disso, essa demonstração de respeito às pessoas com alguma dificuldade é uma boa forma de demonstrar a boa índole do seu negócio. Isso inclui, por exemplo, ter uma área separada para crianças brincarem enquanto esperam os pais, uma área para os maridos ou pelo menos um lugar confortável para sentar enquanto as mulheres escolhem suas compras de roupas, um espaço maior em uma ou duas mesas para cadeirantes em um restaurante, e assim por diante. Ter isso garante mais 10 pontos para seu ponto comercial.
  6. Será possível obter um alvará de funcionamento nesse local? A prefeitura poderá negar a autorização de você ter o seu negócio em um local, dependendo de várias exigências que dependem da natureza do seu negócio. Pesquise antes se isso é viável. Se não for, a nota final do ponto comercial é zero – inviável.
  7. O espaço é adequado? Se o seu negócio precisa de 100 metros quadrados, por exemplo, não é aceitável qualquer área menor que isso. Uma área maior é aceitável se for usada para melhorar o fluxo das pessoas, mas considere que uma área muito maior pode ser um fator negativo para a sua avaliação do ponto. Se o espaço for adequado ganhe 5 pontos, se for até 20% maior que o adequado ganhe 10 pontos – acima disso considere 5 pontos. Área menor que a sua necessidade, desconte 10 pontos.
  8. A visibilidade do negócio é boa? Se for em um comércio de rua, volte a pé na direção contrária dos carros por 70 passos e atravesse a rua. Se você conseguir ver totalmente a sua placa (ou onde irá colocar sua placa) dê 10 pontos. Se você não enxerga seu ponto comercial, dê nota zero. Para negócios na rua, não ser visto é o mesmo que não existir.
  9. Imóvel de esquina? Se o imóvel for de esquina e estiver à direita do fluxo de carro das 2 ruas, some mais 10 pontos. Se estiver à direita de uma rua, some 5 pontos e tire 5 pontos se estiver na esquina contrária. A explicação para tudo isso é que nas esquinas, os motoristas olham para onde os carros estão vindo, mas quase nunca olham para a esquina contrária.
  10. A velocidade dos carros é alta? Ruas com trânsito em velocidade baixa são excelentes para que os motoristas notem seu ponto comercial. Ruas com pouco trânsito podem não ser boas para atrair público dos carros, mas podem ser excelentes para público que está caminhando – já notou que as ruas com muitos pedestres têm poucos carros trafegando ou acabam virando calçadões? Ruas com trânsito rápido, independente da quantidade, são mau negócio. Conte quantos pedestres passam por hora no ponto comercial e compare com seus concorrentes de sucesso em outros lugares. Se o lugar tiver muito trânsito de carros em baixa velocidade ou muitos pedestres comparados com os pontos dos seus concorrentes some 10 pontos, senão é nota zero nesse item.
  11. Você é único no lugar, é um lugar com muitos pontos no mesmo ramo ou é mais um apenas? Na primeira situação, ser o único pode ser bom (mais 10 pontos) somente se é algo que faz falta no lugar – você pode medir isso perguntando, por exemplo, onde fica tal loja de xxx aqui perto? Algumas regiões da cidade, são conhecidas por serem de um tipo de negócio. Por exemplo, uma rua só para peças de motocicletas, outra só para roupas de noivas (Rua São Caetano, em São Paulo), etc. Nesses casos, a concorrência é forte, mas quase todos que vão até lá irão com forte intenção de compra. Você só terá sucesso se seu negócio conseguir se diferenciar muito dos demais – seja por preço ou por qualidade, se isso é o seu caso some 10 pontos, senão considere zero pontos. A última hipótese é você ter mais um ou poucos concorrentes, e essa situação normalmente não é muito boa, depende do quanto seu ponto comercial se diferencia dos demais – some 5 pontos se o ponto é diferenciado.
  12. Sombra à tarde. Se o seu imóvel tem a frente para o Oeste (leve uma bússola, use um App para isso ou veja o imóvel à tarde) significa que à tarde estará sem sombra e está provado que as pessoas preferem fazer compras caminhando na calçada que está com sombra nesse horário. De manhã o sol não incomoda tanto. Se a fachada do ponto tiver sombra à tarde, some 5 pontos.
  13. Vitrine. Se o ponto oferece muito recuo na frente do ponto, isso pode dificultar que a pessoa caminhe até a loja. É possível reverter esse aspecto com uma bela e visível vitrine. E esse recuo pode ser usado como estacionamento. Se as condições não forem viáveis para ter uma bela vitrine, mesmo que sem recuo desconte 10 pontos na sua soma.
  14. Não há, de forma nenhuma, nenhuma evidência que manter as portas fechadas afasta clientes, especialmente se for em uma região quente ou fria demais. Considere que uma porta de vidro com um adesivo “Ar Condicionado” ou “Está quentinho aqui dentro” atrai clientes, não os afasta de forma geral. Não desconsidere ponto comercial com portas de vidro. Esse fator não conta pontos.
  15. Não há, de forma nenhuma, indicativo de que degrau na entrada do ponto comercial seja prejudicial para os negócios. Isso é lenda. Mas, não pode deixar de ter um acesso para cadeirantes. Esse fator não conta pontos.
  16. Os banheiros para clientes são elegantes? Ninguém aguenta ir em uma loja e encontrar um banheiro indigno. Eu passei uma raiva tremenda quando parei na cidade de Porto Ferreira, a cidade das cerâmicas, e não havia um único banheiro público na rua da cidade paralela com a estrada. Depois de várias lojas, uma tinha o banheiro para clientes – estava imundo e, ainda por cima, machuquei meu dedo no trinco da porta (nojento) que era de “latinha” e enroscava para fechar. Não parei nunca mais naquela cidade, mesmo passando 2 vezes por semana na frente. (não infeccionou, mas fiquei muito tempo preocupado se não peguei uma hepatite ou algo pior lá). Se não tiver banheiros adequados feminino e masculino, com possibilidade de adaptação para pessoas com deficiência, não aceite. Tendo essas condições, some 10 pontos.

Enfim, se o seu negócio atinge 90 pontos ou mais, vale a pena considerar com seriedade que é um bom ponto comercial. Senão, pense muito antes de fechar o ponto. Recomendo ler meu artigo de pesquisa científica sobre pontos comerciais meu artigo “Decisões de localização: estudo de características de ponto em uma rede de drogarias

Esse texto é parte da Plataforma NewisCool que ensina pessoas a se tornarem empreendedores de sucesso. Recomende e compartilhe com seus amigos.

Administrar ou empreender, há conflito nisso?

A competitividade do mercado não é mais o único motivo porque empreendedorismo e inovação são importantes. Hoje, queremos que nosso empregado tenha as características de um empreendedor e seja inovador. Hoje em dia, “vestir a camisa” não significa mais se dedicar ao trabalho simplesmente. Como empresários queremos que nossos empregados realmente colaborem para que o conhecimento coletivo interno da empresa vá além e gere mais resultados que, sem dúvida, irão aumentar o valor do empregado e nos dar condições para remunerá-lo melhor. Ele passa a entregar mais valor com seu trabalho e podemos pagar por mais valor.

Da mesma forma, com 13 milhões de desempregados no Brasil (2018) somados a 1 milhão de recém-formados em universidades, não é possível acreditar que a criação de vagas vai dar ocupação formal para toda essa gente, qualificada ou não. A solução para quem está se formando ou está sem uma ocupação formal é a auto geração de oportunidades. Aí, o empreendedorismo é uma solução muito plausível.

Não precisa inovação para ser empreendedor

A inovação é algo um pouco além do empreendedorismo, mas não é possível existir inovação sem empreendedorismo. Ou seja, para se ter inovação é necessário que alguém tenha tomado a decisão de ir além da invenção. Além da simples chamada de investidores com uma ideia mirabolante, mas que não seja viável economicamente.

Para ser empreendedor, é necessário que a pessoa tenha se desenvolvido com características especiais que irão induzir ao sucesso. São poucas, mas difíceis de adquirir com cursos, leituras, aulas, ou de qualquer maneira que não faça a internalização dessas competências de forma permanente e que sejam acionadas sem que a pessoa perceba que está fazendo uso delas. Esse é o tipo de conhecimento em que se sabe aquilo, mas não se sabe que sabe; apenas se aplica corretamente em cada situação.

Então, para ser empreendedor a inovação pode ajudar, mas um bom conjunto de passos estruturados pode levar qualquer pessoa a aprender a ser empreendedor e conseguir ter sucesso, mesmo simplesmente fazendo o mesmo que os outros, só que um pouco melhor para o cliente. E, isso não é inovação, é só ser um melhor empresário.

De onde vem a palavra empreender

A palavra entrepreneur é francesa e é muitas vezes traduzida erradamente como empresário. Isso é um problema porque em português, empresário é quem tem uma empresa, enquanto que empreendedor é quem tem um empreendimento. A empresa é um negócio, o empreendimento é um processo – essa distinção é minha, mas explica muito do ponto de vista que a empresa é um sistema enquanto que o empreendimento é um processo.

Olhando o empreendimento como um processo, o empreendedor deve ter características que o deixam livre de seguir exatamente o mesmo objetivo como acontece na empresa. A empresa não pode e nem deve modificar sua relação de missão, visão, objetivos, valores. O empreendimento pode e deve modificar sua missão, visão, objetivos e, até um pouco, seus valores para obter resultados da visão do empreendedor. O que está por trás disso é que ao criar uma empresa, o fundador coloca todo o alicerce de missão, visão, valores e objetivo na empresa e ela irá seguir esse modelo, mesmo com revisões pequenas. No caso do empreendimento, o fundador poderá, a qualquer momento, alterar todo o modelo dessa relação, alterando até mesmo o produto, processo e pessoas sem nenhum receio.

Na empresa, a ciência da Administração faz muito sentido. O livro Princípios da Administração Científica, da década de 1910, acompanhada dos estudos de Fayol fundamentaram a Ciência da Administração, que se desenvolveu muito até os dias de hoje. Entretanto, fundamentalmente, essa ciência se baseia em ferramentas e procedimentos para planejar, organizar, dirigir e controlar a empresa.

Por que ser empreendedor é mais importante do que ser um administrador

No empreendimento, é possível usar todas as técnicas da Administração. Mas sua história começa nos anos 1600, quando foi escrito o primeiro livro para o ensino de empreendedorismo. Isso não é considerado parte da Administração porque não é um livro das Ciências, é um livro de treinamento.

O problema, que eu vejo, é que esse livro de 1600 está no contexto da explosão comercial dessa época e que levou a cidade-estado de Amsterdam a ser uma das cidades mais ricas do mundo naquele tempo. Foi quando tentaram estabelecer inúmeras colônias, inclusive no Brasil e todas com muito sucesso comercial, embora com nenhum sucesso nos empreendimentos da guerra. Os holandeses sempre preferiram entregar as cidades do que lutar por elas – possivelmente, porque o prejuízo é menor ao se entregar uma cidade do que iniciar uma guerra para proteger algo que pode ser replicado em outro lugar, ou melhor, o comércio sobrevive, mesmo não sendo os donos dos locais.

Assim, empreender também é administrar, mas não necessariamente administrar é empreender.