Oportunidades de negócio – onde realmente está o pulo do gato

Na busca por oportunidades de negócio, muitas vezes as pessoas pensam em ideias fantásticas que alguém já teve ou em algo que seja espetacular. Mas, ao longo de muitas pesquisas, grandes nomes do empreendedorismo já descobriram e confirmaram que as melhores ideias são aquelas que resolvem os problemas ou frustrações mais fortes nos clientes de outras empresas que já existem. Isso foi deduzido ao longo do desenvolvimento da Teoria Job to be done (JTBD Theory). Mas, usar essa ferramenta não é tão simples e não tão rápido, é necessário investir um pouco do seu tempo nisso. Mostramos nesse texto como isso é feito no sistema Newis.Cool, se você não usa ainda, vale a pena começar, clique aqui.

Tive um professor que contava uma piada infame: viu um bêbado procurando alguma coisa no chão, na rua. Perguntou o que ele estava fazendo, ao que ele respondeu: “estou a procurar minha chave de casa”. Era um asfalto, limpo e sem nada que parecesse com um chaveiro e menos ainda com uma chave. Ao que pergunta ao bêbado se era mesmo ali que tinha perdido. O bêbado responde, com muita irritação: “não, não foi aqui, mas aqui tem a luz do poste”. Moral infame da estória: porque procurar onde não há luz se é mais difícil de achar, procure onde há luz.

Pois bem, então se você procura algo só onde há luz, a chance de achar algo não será maior do que se procurar onde não há luz. E, em se tratando de investigar por oportunidades de negócio, porque continua procurando onde há luz, mas praticamente nada de bons resultados? É teimosia ou você se julga melhor que todos os outros que já fizeram o mesmo caminho?

A ideia central ao contar essa piada infame é que se você realmente quer encontrar uma oportunidade, não adianta ir onde está visível, você deve buscar onde há necessidades não visíveis, pelo menos não percebidas pelos atuais prestadores de serviços ou vendedores de produtos.

E, como se faz isso? Por meio do mapeamento chamado Job to be done. Mas, o simples conhecimento dessa teoria não é suficiente, porque ela não mostra como fazer isso na prática e de forma rápida, como uma startup ou um novo empreendedor (com pressa) quer que seja.

Então, propomos usar o Mapa de Empatia como forma de fazer um levantamento para descobrir o job to be done e onde há necessidades mal atendidas ou não atendidas. É nessa região, onde não há luz, que iremos encontrar oportunidades.

O mapa da empatia pode ser baixado em muitos sites da internet, veja alguns (muitos) aqui nesse link. Existem, também muitas explicações sobre como usar, são tantas que pode-se dizer que parece absurdo que pouca gente ainda desconheça esse mapa.

A forma que propomos está implantada dentro do sistema da Newis.Cool. Ela busca exatamente aquela faixa de frustrações causadas por um mal atendimento ou pela simples inexistência de atendimento para uma necessidade do cliente.

Mas, não é qualquer necessidade, a busca por ela é feita a partir de uma sequência de entrevistas em que o mapa de empatia é o guia para cada uma delas. Após termos uma coleção razoável de mapas preenchidos, iremos tomar apenas os campos de dores, de um único trabalho a ser realizado pelo cliente para analisar os conteúdos.

Nessa análise não iremos observar nenhum outro campo dos mapas, mas apenas aqueles que foram observados nos clientes. Iremos buscar por consolidar em 3 a 5 dores, para realizar uma nova investigação com entrevistas para ver qual é a que tem maior valor para o cliente a ponto de ele abrir sua carteira para uma solução daquele item.

Essa é verdadeiramente uma oportunidade. E, essa é a que vale a pena investir.

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