9 motivos para separar família do negócio

Será que existe uma diferença entre seu desempenho como empregado e como empresário? Quais são os motivos para separar a família do seu negócio?

1) A empresa vira cozinha

Os outros empregados e clientes ficarão desconfortáveis de ver a forma como outros são tratados de forma tão íntima. O clima da sua empresa irá se transformar no ambiente de uma cozinha onde os familiares conversam descontraidamente e sem muitas limitações. Isso destrói o clima profissional esperado em uma empresa. Prejudica a produtividade e desempenho ou pode espantar os clientes. Enfim, o ambiente da empresa sempre incluirá tempo, muito tempo, com assuntos familiares a serem resolvidos em detrimento do trabalho em si.

2) Onde se ganha o pão, não se come a carne

Ao trazer para a família ou para a vida pessoal um empregado, o empresário está indo contra esse ditado da sabedoria popular. Veja que situação um cliente de consultoria se meteu: casou-se com uma empregada na sua empresa, mas não sabia que ela tinha uma combinação interna que desviava dinheiro da empresa – imagina a sua situação quando teve certeza disso tempos depois. Em outro caso, começou um relacionamento com o sócio e quando rompeu o relacionamento, a empresa entrou em crise de comando.

3) Onde se come o pão, não se fala de dinheiro

Meu avô, todo o tempo que convivemos, nunca permitia qualquer assunto que se relacionasse com o trabalho na mesa de refeições. É um momento sagrado tanto como deveria ser o quarto, nele não entram eletrônicos que tragam más notícias, como fosse um santuário para o descanso. Isso cria uma barreira entre a empresa e a família, não renuncie a isso.

Concluindo, o melhor é não misturar família e negócio, ou entender que qualquer crise em um deles irá ser problema nos dois. Se tiver que escolher, lembre-se que um bom empreendedor pode começar um novo negócio, mas um excelente ser humano pode sofrer muito até achar um novo amor. Enfim, entre família e melhores amigos ou a empresa, a lição de vida que realmente vale me diz que os primeiros são o que realmente importa. Mas, se o negócio veio antes que a família, pese muito sobre essa situação – a família deve ser repensada em conjunto para explicar que o empresário entrou na família na condição de empreendedor e sua empresa não pode ser afetada pela nova condição.

4) Risco do negócio

É inadmissível um empreendedor que não conheça profundamente o risco do seu negócio. E, no caso de um casal que está no mesmo negócio, ou até mesmo no mesmo emprego, o fim da empresa significa uma verdadeira tragédia financeira. Ambos, provedores da família, estarão com um problema que vai além da empresa e além da família. É um excelente motivo para não concentrar o sustento em uma só fonte.

5) Os sentimentos vêm junto com os empregados

Não há como separar as diferenças de opinião, sentimentos de relações antigas mal resolvidas e preferências entre os familiares e as necessidades da empresa do ponto de vista das tarefas a serem executadas. Os sentimentos irão influenciar a eficiência dos empregados familiares.

6) Intrigas e leniência

Dificilmente seu gerente irá falar sobre o desempenho ruim do empregado porque é seu parente. Sempre existirá a impressão de que você está protegendo ou irá proteger seu parente – isso é parte do nepotismo. A comunicação interna ficará comprometida e não tenha dúvidas que os empregados conversam entre si sobre o desempenho dos “da família”, só você não sabe.

Os fatos negativos da família como brigas e problemas individuais serão levados para a empresa e seus empregados não familiares irão ficar sabendo muito sobre sua vida pessoal e seus pontos fracos. Por outro lado, os problemas da empresa serão alvo de comentários por toda a família. Imagine ouvir de sua tia que a empresa teve queda de vendas em uma festa familiar qualquer – você deu o motivo perfeito para a sogra ter mais algo contra você.

Palpites inocentes

Uma das questões que sempre noto, quando vi familiares na empresa é que estes costumam dar palpites inocentes para o empresário. Se dão esse direito por serem familiares querendo o melhor para a empresa, mas não são os verdadeiros empreendedores que vêm o risco do negócio e o custo das sugestões. O problema é que esses palpites são realmente palpites. Não têm, normalmente, nenhum fundamento ou são baseados em uma visão superficial e sem a vivência que tem o empresário.

7) O familiar é extensão do empresário

Os clientes e outros que se relacionam com o negócio verão, sem dúvida, que o seu familiar é parte da alta cúpula do negócio. Então se fizerem algo errado, não será o empregado familiar que fez, mas a empresa que fez o ato, validada pelo empresário. Assim, o familiar vira uma extensão do empresário.

8) Tempo para pensar

Muitas vezes vi empresários pedindo um tempo para pensar, tanto em casa quanto no trabalho. Na verdade, o empreendedor precisa dos seus momentos de ficar sozinho. É fato que são nesses momentos de não fazer nada (dolce far niente, como dizem os italianos) que a criatividade tem maior potencial benéfico para os empreendedores. Esse tempo sozinho colabora para a inteligência emocional, aumenta a autoestima e avalie melhor as pessoas. Se o seu familiar está o tempo todo com você, isso irá se tornar mais raro na sua vida.

9) Apoio emocional

Com quem o empresário irá desabafar sobre suas angústias e ansiedades. Se isso é feito com o cônjuge, é maravilhoso. Mas, se a relação com a esposa não for tão boa assim e ela for um dos motivos das angústias e ansiedades, o que acontece? Pode ser mais angustiante ainda e, invariavelmente, o empresário acaba por buscar o que não encontra em casa noutro lugar.

A NewisCool oferece uma plataforma de empreendedorismo que é um LMS específico para uso como ACC para aplicação em todos os cursos superiores. Ao longo dos semestres do curso, o aluno aprende empreendedorismo criando para si mesmo a empresa que será seu emprego ou sua renda extra. Se ele não tem a aptidão ou vontade de abrir seu próprio negócio (convenhamos que são poucos) irá aprender a criar inovações para aumentar sua empregabilidade em empresas que irão contratá-lo justamente por ser inovador e um profissional diferenciado.

Assim, crises econômicas na indústria da Educação, podem se resolver da mesma forma que outras indústrias: usando estratégias competitivas adequadas para mercados altamente competitivos.